Cavalo de Tróia*, ou as aventuras da Ponte Estaiada

Prefeitura retira 29 de vão da Ponte Estaiada

José Dacauaziliquá

Vinte e nove pessoas foram retiradas, ontem de manhã, do vão da Ponte Estaiada, junto à Avenida Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, zona sul de São Paulo. Agentes da Subprefeitura de Pinheiros e policiais militares foram mobilizados depois da reportagem publicada pelo Estado e Jornal da Tarde anteontem. Um caminhão cheio de madeiras, papelões, sucatas e colchões foi retirado do local.

O comandante do 12º Batalhão, tenente-coronel Vitor Ivo Fett de Oliveira, responsável pelo policiamento da área, relatou que 15 pessoas do grupo não portavam documentos e, por isso, foram encaminhadas ao 96º Distrito Policial (Brooklin). “Pelo que consta, nenhum deles era procurado pela Justiça. Mas foram apreendidos vários cachimbos e isqueiros (normalmente usados no consumo de drogas), além de uma máquina (sem fio) de débito e crédito encontrada dentro de uma mochila”, disse Fett de Oliveira.

À tarde, uma base comunitária móvel, com oito policiais militares, passou a reforçar a segurança na ponte. Além disso, há patrulhamento realizado pela Guarda Civil Metropolitana e por seguranças particulares, que vigiam a ponte 24 horas, por causa do furto de fios de cobre e elementos de iluminação

De acordo com a Subprefeitura de Pinheiros, operações de fiscalização são realizadas de três a quatro vezes por semana. Entre as 29 pessoas retiradas ontem, não havia nenhuma criança. Foram oferecidas vagas em albergues, mas ninguém aceitou. O grupo só pôde deixar o local com objetos pessoais.

Publicada no jornal O Estado de São Paulo

(*) Comentário de um participante da Bicicletada sobre a ponte e a matéria:

“É, e o lance dos furtos dos fios. Cara, a ponte já custou caríssimo. E ainda gasta-se mais dinheiro para que ninguém roube nada dela… É o cavalo de tróia. Um legítimo presente de grego para a cidade.”

E outros comentários que surgiram:

“Absurdo um colchão ser levado embora, sob a alegação de que “só pode levar objetos pessoais”. Um colchão não é um objeto? Não é pessoal?” (Willian Cruz)

“e sobre o nosso cavalo de tróia, estão gastando dinheiro público para proteger a iluminação de uma empresa que lucrou milhões em contrato (equipamentos e serviços) e publicidade. sem contar os do poder público que lucraram junto, sobre a iluminação, sobre o concreto, sobre os estais… sobre a cidade toda. uma beleza!” (Mariana)

“Que bom é o Estadão né??? Eles fizeram uma matéria e no dia seguinte o pessoal da limpeza já estava lá…

O legal é que ofereceram “abrigo da prefeitura” mas eles não quiseram ir…

Tem uma galera que mora na beira de um córrego aqui do lado de casa, acho que vou ligar para o Estadão pois eles são bem eficientes… Bem melhor que o 156…

Só que aqui tem crianças e o correto seria colocá-los em moradia dignas, como algumas que foram construídas a menos de um km de onde eles moram, mas esses prédios, infelizmente foram construídos para colocar os moradores das favelas ao redor do Estilingão e não tem espaço para esse povo daqui…” (André)

Mais sobre a ponte estaiada nesse blog:

Uma ponte estaiada, para poucos e bons

O custo de uma ponte estaiada

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